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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Pueblo del Sol - Tannat Roble - 2014

Este é um Tannat simples, produzido pela vinícola Pueblo del Sol em Canelones, no Uruguai. Trata-se de uma ramificação do Grupo Deicas, um dos controladores do mercado uruguaio de vinhos. Há um breve estágio (quatro meses) em carvalho.

Visual rubi intenso, sem chegar a ser opaco. No nariz, frutas difusas combinam-se a notas minerais e terrosas. Em boca, toda a potência e acidez da Tannat, mas um pouco vazio e sem substância. Pareceu por demais agressivo, sem estrutura que acompanhasse a potência típica da casta.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

H. Stagnari - Premier Tannat - 2013

    O Tannat Viejo da H. Stagnari é um dos ícones da viticultura uruguaia. Responsável por grande parte do reconhecimento internacional da uva-símbolo do Uruguai, Héctor Stagnari escolheu o terroir de Salto para começar a produzir, nos idos de 1978, seu Tannat. Desde então, acumulam-se os prêmios da crítica especializada. 
    Visual rubi escuro, absolutamente opaco, com halo muito discreto. No nariz, o couro e o tabaco são dominantes, com alguma fruta vermelha simples ao fundo. Em boca, logo se percebe uma grande carga de açúcar, que deixa tudo muito denso e com cara de geleia. Há um certo exagero. Taninos muito, muito mansos. Um tannat por demais tranquilo, pastoso e doce. Plácido. Um grande tablete de chocolate ao leite.
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terça-feira, 6 de maio de 2014

Casa Filgueira - Tannat - 2012

    O Uruguai assistiu, nos últimos anos, a uma verdadeira revolução vitivinícola. Apesar de a Tannat continuar a ser o símbolo do país, cada vez mais se produzem excelentes propostas de Cabernet Sauvignon, Merlot e, até mesmo, da celebrada Albariño. Os vinhos uruguaios, com sua tendência para mais acidez e menos açúcar residual, tendem a ser ótimos companheiros de comida. A Bodega Filgueira é, desde o início do século XX, parte da história do vinho Uruguaio. Situada em Canelones, próxima ao Rio Santa Lucía, a casa vai muito além do típico Tannat e consegue balancear modernidade e respeito à natureza do território. Este Tannat básico, que provamos hoje, não passa por madeira.
    Coloração rubi ainda translúcida. No nariz, é simples, trazendo apenas um bocado de frutas vermelhas circundadas por um certo esverdeado/mentolado. Em boca, é mais vivaz, graças aos taninos robustos que acompanham um misto de frutas e ervas. De modo geral, uma proposta honesta, que, se não chega a empolgar, não foge à tipicidade da Tannat.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Um acessível Tannat que envelheceu bem: Don Adelio Reserve - 2006

    Os irmãos Adelio e Amilcar Ariano emigraram da Itália em 1927. Vieram parar em El Colorado, na província de Canelones, no Uruguai. Lá, começaram a plantar videiras e, hoje, a Ariano Hermanos tem capacidade para produzir 2,8 milhões de litros de vinho por ano.
    Este Tannat passa por estágio de um ano em barricas de carvalho francês. 
    Visual rubi translúcido, não demonstra nenhum sinal de evolução. No nariz, uma explosão de madeira e frutas secas. O simples ato de colocar o vinho na taça já é suficiente para espalhar pelo ar notas de ferrugem, frutas passa, poeira e velharias. É impressionante ver como, depois de seis anos de vida, este acessível Tannat ainda mostra tanta vitalidade. Em boca, está bem amaciado, sem aquela adstringência e potência descontroladas dos Tannats mais jovens e simples. Traz um belo pacote pelo convidativo preço de cerca de 30 reais. Realmente, o Uruguai tem belas surpresas a revelar.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um acessível Tannat que envelheceu bem: Don Adelio Reserve - 2006

    Os irmãos Adelio e Amilcar Ariano emigraram da Itália em 1927. Vieram parar em El Colorado, na província de Canelones, no Uruguai. Lá, começaram a plantar videiras e, hoje, a Ariano Hermanos tem capacidade para produzir 2,8 milhões de litros de vinho por ano.
    Este Tannat passa por estágio de um ano em barricas de carvalho francês. 
    Visual rubi translúcido, não demonstra nenhum sinal de evolução. No nariz, uma explosão de madeira e frutas secas. O simples ato de colocar o vinho na taça já é suficiente para espalhar pelo ar notas de ferrugem, frutas passa, poeira e velharias. É impressionante ver como, depois de seis anos de vida, este acessível Tannat ainda mostra tanta vitalidade. Em boca, está bem amaciado, sem aquela adstringência e potência descontroladas dos Tannats mais jovens e simples. Traz um belo pacote pelo convidativo preço de cerca de 30 reais. Realmente, o Uruguai tem belas surpresas a revelar.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quando mais é menos: Ysern Roble - Tannat - 2007

    A linha Ysern, da produtora uruguaia Bodegas Carrau, é uma homenagem a Margarita Ysern, a quem se deve a entrada dos Carrau, nos idos de 1700,  no ramo vitivinícola. Conforme podemos ler no site, a ideia é fazer um “corte de regiões”. 25% deste Tannat/Tannat, por exemplo, vem de Cerro Chapeu e o restante de Las Violetas. São nove meses de estágio em carvalho americano. Já provamos aqui o Castel Pujol Reserva, um vinho da linha mais básica da casa que agradou muito. A expectativa pelo Ysern, teoricamente mais refinado, era grande.
    O visual rubi bastante translúcido e os modestos 12% de teor alcoólico indicam um vinho tendencialmente mais "calmo". E é isso o que encontramos no nariz. Muito fechado, não mostrou mais do que tímidas notas de frutas vermelhas e um discreto defumado. Em boca não se comporta como a Tannat que conhecemos: discreto, leve, pouca estrutura, fruta muito escondida, taninos macios e final curto.
    O Castel Pujol Reserva mostrou mais riqueza, vitalidade e concentração, a um preço mais baixo do que os trinta e poucos cobrados pelo Ysern. Coisas da vida...
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Uruguaio com "alma" brasileira: Solar del Paso C.S. - 2009

    Este Solar del Paso é fruto de uma empreitada uruguaia da Cooperativa Vinícola Aurora, na região de Canelones. No site não há nenhum tipo de informação a respeito do vinho ou dos vinhedos  uruguaios.
   Coloração curiosa, predominantemente rubi, mas com evidentes tons de granada, muito pálida e translúcida. No nariz está no limiar entre o que se poderia chamar de “vinho fino” e o que se encontra nos garrafões de cinco litros. É fechado, com uma nota indistinta de algo que poderia remeter a frutas vermelhas e nada mais. Em boca é desconjuntado, alcoólico (mesmo só com 12%!) ralo e terrível. Simplesmente desastroso. Deve ficar na faixa dos R$ 10 a 15.
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terça-feira, 21 de junho de 2011

Um ótimo Tannat: Castel Pujol Reserva - 2008

    Malbec na Argentina, Carmenere no Chile e Tannat no Uruguai. Os três sul-americanos já escolheram suas uvas francesas preferidas, esquecidas nas respectivas regiões de origem. Enquanto a Malbec e a Carmenere desfrutam das Luzes da Ribalta, a Tannat é normalmente esquecida, taxada de excessivamente tânica e pouco amistosa.
    A história da Bodegas Carrau, um dos principais produtores uruguaios, começa na Catalunha, em 1752 e passa pela transferência da família para o Uruguai, no final do século XIX. Esta linha Castel Pujol é a mais popular e conhecida da casa. O Reserva passa nada mais nada menos que 18 meses em barris de carvalho francês e americano, sendo 30% de primeiro uso. Após este estágio em madeira, temos mais um ano de repouso em garrafa.
    Visual rubi muito profundo e impenetrável, com discreto halo aquoso. Basta aproximar levemente a taça do nariz para perceber que temos algo de especial aqui. MUITA fruta negra, principalmente amora e mirtilo. No fundo, perfeitamente integrado e sem tomar conta de tudo, a influência da madeira, que traz leves e discretos toques de café e baunilha. Dá pra sentir também uma nota de ferrugem. Na boca é bem estruturado, traz novamente as frutas negras, que persistem por algum tempo num final curto/médio. É bem mais simples do que o nariz poderia sugerir, mas muito bem feito, com álcool bem integrado e os temidos taninos da Tannat perfeitamente amansados. Todo esse temor é injustificado, vez que muitos Cabernets por aí são bem mais tânicos do que este Tannat em específico. Um ótimo vinho, que só peca por ser unidimensional em boca, mas não dá pra pedir mais pelo preço de R$ 21,90. Absolutamente recomendado!
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